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Caças da Rússia invadem a Estônia e são interceptados pela Otan

24/09/2025
Em MUNDO
Caças da Rússia invadem a Estônia e são interceptados pela Otan - img

A mobilização desta sexta envolveu caças da missão Policiamento Aéreo Báltico, criada após a anexação da Crimeia pelos russos em 2014; a intrusão ocorreu na altura da pequena ilha de Vaindloo, no golfo da Finlândia

SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Em uma escalada sem precedentes na tensão entre a Rússia e a Otan, três caças MiG-31K de Moscou invadiram o espaço aéreo da Estônia nesta sexta-feira (19). Eles permaneceram por 12 minutos sobre o Estado báltico, que é integrante da aliança militar ocidental.

Um número incerto de caças F-35 italianos, que integram a força de policiamento aéreo do Báltico, foi enviado para interceptar os russos, que deram meia-volta, segundo a Otan.

Depois foram acompanhados por modelos Gripen da Suécia, que fotografaram um dos aviões carregando só 3 dos 4 mísseis ar-ar usualmente levados em patrulha. Não se sabe se o MiG-31 decolou com essa estranha configuração ou lançou sua arma.

Além disso, dois aviões de combate de Moscou violaram a área de segurança aérea sobre uma plataforma de petróleo da Polônia, também no mesmo mar.

“A violação é uma provocação extremamente perigosa”, escreveu no X a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, que foi primeira-ministra da Estônia. “[Vladimir] Putin está testando a determinação do Ocidente. Nós não devemos mostrar fraqueza”, afirmou.

“A Rússia violou o espaço aéreo da Estônia quatro vezes neste ano, o que é inaceitável em si, mas a violação de hoje é de um descaramento sem precedentes”, disse o chanceler estoniano, Margus Tsahkna. O país decidiu acionar o artigo 4 da carta da Otan, que prevê consultas entre os 32 membros para discutir uma reação.

O incidente, que não foi comentado pelo governo de Vladimir Putin, ocorre pouco mais de uma semana após a intrusão de 21 drones russos nos céus da Polônia. O Kremlin diz que a invasão foi acidental, tendo ocorrido durante um ataque ao oeste da Ucrânia.

A Polônia e vários governos europeus não concordam e acreditam que a ação visava testar a capacidade de reação do país. Caças F-16 de Varsóvia e um F-35 holandês foram mobilizados, derrubando um número não divulgado de drones. No último sábado (13), foi a vez de a Romênia interceptar drones que atravessaram a fronteira durante um ataque à região de Odessa.

A Otan não cravou a intencionalidade dos russos, mas reagiu a partir da invocação do mesmo artigo 4 pela Polônia. Há uma semana, lançou a Operação Sentinela Oriental, de reforço de defesa aérea do flanco leste da aliança. Caças franceses e britânicos foram deslocados para a Polônia num primeiro momento.

Segundo o secretário-geral da aliança, o holandês Mark Rutte, o evento desta sexta na Estônia já testou a eficácia da operação de forma positiva. Ele, a União Europeia e países como Alemanha e França afirmaram que a ação foi “inaceitável”. Os EUA ainda não se manifestaram.

A mobilização desta sexta envolveu caças da missão Policiamento Aéreo Báltico, criada após a anexação da Crimeia pelos russos em 2014. Como as três repúblicas bálticas não têm Força Aérea digna de nota, passaram a ser protegidas por aviões de países aliados, em regime de rotação -daí os F-35 italianos.

Segundo o jornal estoniano Ohtulet, a intrusão ocorreu na altura da pequena ilha de Vaindloo, no golfo da Finlândia. De lá, os MiG-31 voaram em direção à capital do país báltico, Tallinn, e ficaram dando voltas até serem interceptados.
Os 12 minutos sem interceptação são uma eternidade em termos militares.

Para fins de comparação, quando um caça-bombardeiro Su-24 russo operando na Síria invadiu sem querer o espaço aéreo turco em 2015, o controle local o avisou por cinco minutos acerca da rota errada. Sem resposta, com 17 segundos sobre a Turquia, um F-16 o abateu.

Já o sobrevoo da plataforma da empresa Petrobaltic, na costa polonesa, envolveu ao menos dois caças russos, cujo modelo não foi identificado na postagem da Guarda de Fronteira do país. O espaço aéreo sobre esse tipo de local é considerado restrito.

As tensões entre as três nações da região e a Rússia remonta ao fato de que elas foram incorporadas à União Soviética na Segunda Guerra Mundial e foram berço de alguns dos mais significativos movimentos de independência no ocaso do império comunista.

Em 2004, tornaram-se as primeiras repúblicas ex-soviéticas a integrar a Otan, ainda no primeiro mandato de Putin como presidente. A expansão da aliança ao leste, que foi parada com guerra na Geórgia e na Ucrânia, é um dos principais pontos de atrito entre o Kremlin e o Ocidente.

A invasão desta sexta ressalta também o perigo de algum erro de cálculo no jogo entre os rivais. Um avião derrubado por engano ou um choque acidental, como já ocorreu anteriormente, pode levar a uma escalada imprevisível em um ambiente de alta voltagem militar.

Os olhos da Europa agora se voltam para Donald Trump, o presidente americano que se reaproximou de Putin sob a afirmação de que acabaria com a guerra iniciada pelo russo em 2022 na Ucrânia. Até aqui, fracassou no intento.

Os russos seguem avançando lentamente no leste ucraniano e Trump tem ameaçado sanções mais duras, que atinjam compradores de petróleo de Moscou, como a China. Mas agora ele diz que só entrará em campo se os europeus o fizerem primeiro e se os integrantes da Otan que consomem energia russa pararem de fazê-lo.

Não são poucos que veem nisso apenas tergiversação para não melindrar Putin, mas na prática a posição ambígua dos EUA sob Trump está levando ao rearmamento europeu e ao clima de tensão, em especial nas fronteiras a leste do continente.

A Alemanha, sob forte crise econômica, tem endurecido o discurso e abriu uma base militar na Lituânia, algo que não ocorria desde a Segunda Guerra, visando dissuadir a Rússia.

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