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Em crítica aos EUA, presidente da Alemanha diz que ordem mundial não pode virar 'covil de ladrões'

08/01/2026
Em MUNDO
Em crítica aos EUA, presidente da Alemanha diz que ordem mundial não pode virar 'covil de ladrões' - img

Steinmeier não cita Venezuela nem Groenlândia, mas fala de ‘colapso de valores’ do parceiro estratégico; em Paris, Macron afirma que americanos estão se afastando de aliados e das regras internacionais

BERLIM, ALEMANHA (CBS NEWS) – O presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, fez fortes críticas à política externa dos EUA e disse que a ordem mundial não pode se transformar em um “covil de ladrões”.

Em um evento na noite de quarta-feira (7), Steinmeier, que representa o Estado alemão e não o governo de turno, de Friedrich Merz, não citou diretamente a operação americana na Venezuela, mas falou em uma “segunda ruptura histórica”.

A primeira, segundo o presidente, havia sido a anexação da Crimeia, pela Rússia, em 2014, e a subsequente invasão da Ucrânia, em 2022. “Depois, há o colapso dos valores por parte de nosso parceiro mais importante, os EUA, que ajudaram a construir essa ordem mundial.”

“Trata-se de impedir que o mundo se transforme em um covil de ladrões, onde os mais inescrupulosos pegam o que querem, onde regiões ou países inteiros são tratados como propriedade de algumas grandes potências”, declarou o presidente.

Steinmeier defendeu que situações de ameaça à ordem mundial deveriam ser enfrentadas e que países como Brasil e Índia deveriam ser convencidos a participar desse esforço.

Ainda que não tenha citado a operação americana que extraiu Nicolás Maduro de Caracas e do comando da ditadura venezuelana, o presidente alemão tem currículo para abordar o assunto. Ministro das Relações Exteriores no governo Gerhard Schröder e em parte da administração Angela Merkel, Steinmeier usa com frequência a liberdade do cargo, quase protocolar, para passar recados.

Na quarta, o social-democrata comemorava seu 70° aniversário em uma noite de jazz e discussão sobre democracia, duas de suas preferências, com convidados como o ex-secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg. Foi nesse evento que ele fez as declarações.

Se o ambiente festivo permitia a distensão do discurso, seu próprio partido, o SPD, na mesma noite, elaborava uma manifestação com implicações políticas evidentes.

Segundo o jornal alemão Die Zeit, o grupo parlamentar da legenda no Bundestag, o Parlamento do país, prepara uma menção aos EUA para sua reunião anual. O documento obtido pelo periódico afirma que “o governo americano está se distanciando ainda mais da Europa liberal e que não se pode mais confiar incondicionalmente nos EUA como potência protetora”.

Isso também teria ficado evidente nas “ameaças flagrantes” contra a Groenlândia, outro fantasma resgatado por Trump nos últimos dias que assombra os europeus.

Assim como Steinmeier, o grupo parlamentar do SPD não fala pela coalizão de governo, que a sigla compõe com a aliança conservadora CDU/CSU, de Merz, mas inserir o assunto na discussão do Bundestag serve como pressão sobre o premiê.

Merz, até aqui, vem buscando ser cuidadoso na crítica aos americanos, apesar de o governo alemão ter pedido respeito ao direito internacional e à Carta da ONU logo após os eventos do fim de semana. Merz também é signatário da carta de apoio à Groenlândia, obtida pela Dinamarca na última terça-feira (6), a mais forte manifestação da União Europeia sobre o assunto.

Em Paris, Emmanuel Macron, que também guardava distância segura do assunto nos últimos dias, nesta quinta-feira (8) mudou o tom. Em discurso a embaixadores franceses, declarou que os EUA estão “se afastando gradualmente” de alguns aliados e “se libertando das regras internacionais”.

“As instâncias do multilateralismo estão funcionando cada vez menos bem. Vivemos em um mundo de grandes potências com uma verdadeira tentação de dividir o mundo”, disse o presidente francês, cujo cargo tem papel político bem mais forte do que o colega alemão.

Segundo Macron, há “uma agressividade neocolonial” cada vez mais evidente nas relações diplomáticas, em clara alusão à ofensiva americana na América Latina e no Ártico.

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