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Turistas são assediados para pagar propina em Machu Picchu

26/06/2025
Em MUNDO
Turistas são assediados para pagar propina em Machu Picchu - img

LIMA, PERU (FOLHAPRESS) – Turistas relatam que vigilantes e guias de turismo que trabalham em Machu Picchu estão pedindo propina para que os visitantes passem para as rotas mais cobiçadas dentro da cidadela, cujas entradas se esgotam rapidamente.

O santuário recebe até 5.600 pessoas por dia na alta temporada e está dividido em três circuitos, que compreendem dez rotas diferentes. Cada ingresso vendido corresponde a uma única rota.

As rotas ajudam a distribuir o impacto da quantidade de turistas entre as estruturas da cidadela -no ano passado, 981 mil pessoas visitaram Machu Picchu.

As duas rotas do Circuito 2 são as mais procuradas porque permitem ao turista tirar a foto clássica, com a visão panorâmica do alto abrangendo ruínas e montanhas, e percorrer boa parte das construções que ficam na parte baixa do santuário.

Prisões e condenações

Passar de um circuito a outro é ilegal e pode levar a prisão. Em janeiro, um vigilante foi condenado a cinco anos de prisão por, supostamente, receber 100 soles (R$ 155) para permitir a entrada de um visitante sem ingresso.

A pena foi convertida em 261 dias de serviço comunitário, além de 3.000 soles (R$ 4.676) de reparação civil e 4.589 soles (R$ 7.153) de multa. Ele estará impedido de exercer qualquer cargo público por cinco anos.

O turista que pagou propina, peruano, foi condenado a três anos e quatro meses de prisão, o que foi convertido em um acordo de comparecimento periódico ao juizado, além de 2.000 soles (R$ 3.177) de reparação civil e multa de 6.333 soles (R$ 9.872).

Esquema de propina

Em outubro do ano passado, a reportagem esteve em Machu Picchu e foi abordada por um guia que oferecia a possibilidade de mudança do Circuito 1, pouco procurado porque apenas dá acesso à zona agrícola do santuário, para o Circuito 2.

A abordagem aconteceu dentro de Machu Picchu, nas escadas que levam ao Circuito 1, e foi gravada em vídeo. O guia cobrava o preço de US$ 10 por pessoa -o valor deveria ser pago a um vigilante do parque.

A reportagem conversou com dois guias em condição de anonimato, que confirmaram o esquema de pagamento de propina para mudança de circuito.
No ano passado, o Ministério de Cultura denunciou um esquema de corrupção no escritório da administração de Cusco, que teria permitido a entrada de 70 mil a 80 mil turistas de forma irregular.

Procurado para responder sobre as denúncias recentes, o Ministério da Cultura informou que vai investir na capacitação dos cerca de 90 vigilantes do parque e na instalação de dez câmeras entre os circuitos.

Informalidade nas ruas

Incorrer em um ato ilegal dentro de Machu Picchu não é o único risco que corre o turista.

Ao pisar em Cusco, já no aeroporto, taxistas oferecem entradas para Machu Picchu -a poucos metros de uma placa colocada pela administração do terminal que alerta sobre revendedores e agências informais. Nas ruas, o assédio é constante.

Em entrevista, o diretor do escritório do Ministério da Cultura em Cusco, Jorge Luiz Moya, enfatizou que existe um único site para compra dos ingressos de Machu Picchu (tuboleto.cultura.pe), apesar de aparecerem resultados diferentes quando se faz uma pesquisa na internet.

Agências de viagem não têm cotas para venda dos ingressos para Machu Picchu ou preços diferenciados. O turista deve desconfiar de valores mais baixos que os anunciados na página oficial (as rotas variam de 152 soles a 200 soles para estrangeiros). O que as agências oferecem é a conveniência de se encarregar da parte burocrática, preenchendo os dados do visitante e efetuando a compra

Caso o turista opte por adquirir os ingressos por meio de uma agência, é importante verificar se a empresa é formalizada. A checagem pode ser feita no site do Ministério do Comércio Exterior e Turismo (Mincetur) usando o RUC (equivalente ao CNPJ) da empresa.

Pesquisas nas redes sociais e em sites como TripAdvisor também podem acender o sinal de alerta ao contratar uma agência, caso haja comentários negativos que relatem problemas ou golpes.

Em relação às passagens de trem, existem apenas duas empresas que operam as rotas de Cusco ou do Vale Sagrado até Águas Calientes, a cidade que fica aos pés do santuário: a Peru Rail e a Inca Rail. As passagens podem ser compradas pelos sites das empresas ou com agências de viagem.

Sobrecarga

O esquema de cobrança de propina para troca de circuito ganhou força porque, no ano passado, o governo peruano fatiou a cidadela em três circuitos, que compreendem dez rotas diferentes.

O número de visitantes aumentou, mas foi distribuído entre os circuitos e por faixas de horário, desde as 6h até as 15h. São 1.100 visitantes diários no Circuito 1, outros 3.050 no Circuito 2 e 1.450 no Circuito 3.

As rotas são separadas por cordas e possuem apenas um sentido de percurso -o visitante não pode retroceder. Há alguns postos de controle entre os circuitos.

Arqueólogos estimam que Machu Picchu tenha sido habitada por 400 pessoas de forma permanente -o número subiria até mil indivíduos em ocasiões especiais, como festas e rituais. Atualmente, até 5,6 mil turistas visitam o parque diariamente, todos os dias do ano.

O arqueólogo Gori-Tumi Echevarría, professor universitário e pesquisador, vê com preocupação a cobrança de propina dentro do santuário.

“Não há capacidade de controle, e isso é muito grave para a proteção de Machu Picchu. Os circuitos estavam destinados a distribuir a carga de pessoas. Quando não se respeitam os circuitos, o sítio arqueológico vai sendo destruído” alerta.

Machu Picchu já vem sentindo os efeitos do alto fluxo de visitantes. Em 2023, um dos atrativos da cidadela, o Intihuatana, uma construção usada como relógio solar pelos incas, foi fechado à visitação por causa do desgaste causado pelos turistas.

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