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Ataque russo deixa 100 mil sem luz na Ucrânia; Kiev atinge oleoduto

27/08/2025
Em MUNDO
Ataque russo deixa 100 mil sem luz na Ucrânia; Kiev atinge oleoduto - img

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Sem avanço palpável no campo diplomático por um cessar-fogo, Rússia e Ucrânia mantiveram a escalada contra seus sistemas energéticos na noite desta quarta-feira (27).

Um ataque com drones feito pela Rússia deixou ao menos 100 mil pessoas sem energia elétrica em três regiões do norte da Ucrânia, país com cerca de 32 milhões de habitantes. Kiev, por sua vez, atingiu um oleoduto que leva derivados de petróleo a Moscou partindo de Riazan, cidade 200 km a sudeste da capital.

Ao todo, foram 95 drones lançados pelos russos, com 21 interceptações relatadas pela Ucrânia. Na via inversa, Moscou disse ter derrubado 26 drones, sem relatar o total disparado, e que em Rostov (sul) os destroços causaram um incêndio grande numa área residencial.

Mas não houve relatos de vítimas de lado a lado, enfatizando o caráter das ações. No caso da ação russa, além do blecaute em Sumi, Poltava e Tchernihiv, houve bombardeio de instalações de bombeamento de gás em Kharkiv (norte), Zaporíjia (sul) e Donetsk (leste).

Desde o começo do ano, segundo o Ministério da Energia ucraniano, a perda de capacidade de geração de energia a partir do gás caiu 40%. A estatal do setor diz que os depósitos para abastecer o sistema de aquecimento durante os meses frios à frente estão no pior nível histórico.

A escalada, que viu na semana passada os ucranianos cortando o fornecimento de petróleo russo para a Hungria e Eslováquia, movimento que só foi retomado na segunda (25), e o início de uma crise de abastecimento de gasolina no Extremo Oriente russo acompanham a difícil situação política em campo.

O Kremlin se manifestou pela primeira vez nesta quarta (27) sobre negociações após a rodada de negociação iniciada por Donald Trump quando recebeu Vladimir Putin no Alasca, na sexta retrasada (15). Ela foi completada, três dias depois, com o americano promovendo reunião com Volodimir Zelenski e seis líderes europeus na Casa Branca.

Até aqui, só a diplomacia russa havia se expressado. Nesta manhã, o porta-voz de Putin, Dmitri Peskov, afirmou a repórteres que Moscou aprecia o esforço do republicano, mas que não concorda com as exigências europeias colocadas em público até agora acerca de uma trégua.

Ele reiterou a posição russa segundo a qual nenhum soldado de país da Otan, a aliança militar dos EUA, Canadá e 30 membros europeus, pode integrar uma força de paz para garantir a estabilidade de um cessar-fogo.

O tema das chamadas garantias de segurança, ou seja, para que Putin não aproveite uma pausa nos combates para preparar um repeteco da invasão de 2022, foi elevado a principal desde que Trump adotou publicamente a noção russa de que a paz só virá se a Ucrânia aceitar perder territórios.

O americano diz que os europeus estão dispostos a liderar tal força de paz, e que os EUA estão prontos para apoiá-la com suporte aéreo. Falta combinar com os russos, que desde o ano passado, quando a França e o Reino Unido levantaram a hipótese, disse que ela equivaleria à entrada da Otan na guerra.

Do ponto de vista estratégico, Putin invadiu o vizinho para evitar que ele adentrasse o arcabouço de segurança do Ocidente, algo que vem tentando desde que o governo pró-Rússia em Kiev foi derrubado em 2014. Assim, permitir tropas europeias em solo ucraniano equivale, na visão do Kremlin, a uma derrota.

Conforme a reportagem ouviu de uma pessoa próxima do círculo do poder em Moscou, quando Putin disse a Trump que aceitaria alguma garantia de segurança dos EUA a Kiev, sabia que estava ganhando tempo. Em solo, suas forças avançaram mais em Donetsk (leste), com a tomada de uma vila nesta quarta.

O próprio chanceler russo, Serguei Lavrov, explicitou o que Moscou realmente aceita: uma fórmula análoga à negociada com os ucranianos na aurora da guerra, em março de 2022, na qual a Rússia faria parte do mecanismo de controle contra suas próprias eventuais más ações após a paz.

Países como França, Reino Unido e nações bálticas e nórdicas já se colocaram à disposição para enviar soldados. Outros, como Espanha e a vital Polônia, rejeitam a ideia. A Alemanha, principal economia europeia, não se comprometeu com a força, mas seu premiê, Friedrich Merz, não a rejeitou de cara.

Isso levou a protestos no forte movimento pacifista no país, e pesquisas indicam a rejeição à proposta. Nesta quarta, Merz disse que a Rússia “segue sendo a maior ameaça à segurança europeia” ao anunciar uma iniciativa para implantar serviço militar voluntário no país.

Na terça (26), Trump voltou a falar que daria “de uma a duas semanas”, o mesmo prazo citado na semana passada, para que Putin e Zelenski acertem se encontrar -algo que ele havia anunciado como certo após a reunião da Casa Branca.

Afirmou que isso parece difícil e reiterou que tem sanções contra a Rússia à mão, mas reiterando que os ucranianos podem ser deixados para trás caso entenda que a resistência maior é de Kiev.

O impasse está dado, mas as conversas continuam. Peskov queixou-se da publicidade dada por Trump e autoridades americanas à negociação direta com Putin no Alasca. “Nós não achamos que seja útil discutir os detalhes sem contexto em público”, afirmou.

Em comentário para a imprensa, o republicano disse que veria se os dois trabalhariam juntos para encerrar o conflito

Folhapress | 18:00 – 22/08/2025

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