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Discreto, arcebispo brasileiro terá papel importante no funeral de Francisco e no conclave

23/04/2025
Em MUNDO
Discreto, arcebispo brasileiro terá papel importante no funeral de Francisco e no conclave - img

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Pouco conhecido fora dos círculos eclesiásticos, o arcebispo brasileiro Ilson de Jesus Montanari, 65, é uma das figuras-chave nos bastidores do Vaticano desde 2020.

Nascido em Sertãozinho, no interior de São Paulo, dom Ilson ocupa o cargo de vice-camerlengo da Igreja Católica, uma posição que o coloca no centro da engrenagem administrativa da Santa Sé em um dos momentos mais delicados da instituição: a transição entre papados.

Com a morte do papa Francisco, aos 88 anos, o brasileiro conhecido por ser muito discreto e reservado terá papel decisivo nos ritos de transição e na condução do conclave que elegerá o novo líder da Igreja.

Na prática, dom Ilson é o segundo na hierarquia da Câmara Apostólica, órgão encarregado de administrar os bens, as finanças e toda a estrutura operacional do Vaticano, na ausência do pontífice -seja por morte, renúncia ou impedimento temporário, como uma viagem.

O paulista assume as funções do camerlengo caso o titular esteja impedido. Atualmente, o cargo é ocupado pelo irlandês Kevin Joseph Farrell, nomeado por Francisco em 2019 e que anunciou a morte do argentino.

Quando o papa morre, dom Ilson tem como função, ao lado de Farrell, constatar a morte do pontífice e trancar o quarto até que o próximo chefe da Igreja seja eleito. No caso de Francisco, esse rito já aconteceu.

Muito antes de assumir tamanha responsabilidade no Vaticano, dom Ilson foi bancário em Ribeirão Preto (SP) no período noturno -antigamente se descontavam cheques nesse período- e de manhã ia direto para a faculdade de filosofia para aulas matinais.

Foi ali, em 1982, que ele conheceu o hoje teólogo e padre Gilberto Kasper, 68, que o descreve como um homem que possui espírito de liderança, sensibilidade pastoral e um zelo administrativo para assuntos da cúria.

“Ilson construiu a paróquia São João Batista, em Sertãozinho, com a ajuda das irmãs canossianas. Foi responsável tanto pela parte estrutural quanto pastoral. Ele foi ordenado pela primeira vez no local que ajudou a erguer. Ali que ele se tornou padre”, afirma Kasper.

Dom Ilson nasceu em 18 de julho de 1959 e foi ordenado padre em 1989, após cursar direito, economia e filosofia em Ribeirão Preto. Posteriormente, graduou-se em teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, e ingressou no serviço diplomático do Vaticano em 2008, atuando como oficial da Congregação para os Bispos.

“Ele sempre teve uma capacidade de liderança muito visível, com todas as idades. Dom Ilson foi um grande líder desde muito jovem”, diz Kasper. O amigo também atuou como professor de teologia, segundo Kasper, em Ribeirão Preto e em Uberaba, (MG).

Padres que conviveram com dom Ilson o descrevem como um homem reservado, de poucas palavras, perfil que ele mantém mesmo após assumir funções de destaque nos bastidores do Vaticano.

Seu trabalho discreto e técnico foi reconhecido por Francisco em seu primeiro ano de papado. Em 2013, o argentino o nomeou secretário da Congregação para os Bispos, órgão responsável por preparar os relatórios e auxiliar o papa nas nomeações episcopais, reorganizações diocesanas e visitas oficiais de bispos ao papa.

Na cerimônia de sua ordenação episcopal, realizada em novembro daquele ano, dom Ilson adotou como lema “Enraizado e fundamentado em Cristo”, reafirmando o compromisso pastoral de serviço e humildade, de acordo com a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

“Rezem por mim para que eu não seja pastor que dispersa e afugenta”, disse na ocasião. “Mas que, no meu coração, Deus possa escavar lugares para acolher e cuidar de todos, principalmente dos mais feridos.”

Padre Kasper atribui a discrição de dom Ilson à natureza do cargo que ele ocupa no Vaticano. “Ele é o secretário do conclave, fez um juramento, e tudo que passa por suas mãos deve ser mantido em rigoroso sigilo. Se algo escapar, ele será destituído.”

Segundo ele, o comportamento reservado não significa distanciamento: “Dom Ilson é muito dedicado aos outros. Quando eu relutava em estudar na Alemanha, ele foi até Bogotá só para me convencer. Graças a ele, eu fui e valeu a pena.”

Para Kasper, dom Ilson pode levantar voos mais altos. “Logo, logo vamos ter um cardeal em Sertãozinho. Se ele não fosse uma pessoa fantástica, não cairia nas graças do papa Francisco.”

Durante o conclave, dom Ilson atuará como secretário, responsável por redigir as atas, explica Kasper. “O que se passar ali só eles saberão.”

Discreto, arcebispo brasileiro terá papel importante no funeral de Francisco e no conclave

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