CBS BRASIL - CBS NEWS
  • ECONOMIA
  • ENTRETENIMENTO
  • ESPORTES
  • LIFESTYLE
  • MUNDO
  • POLÍTICA
  • SAÚDE
  • TECNOLOGIA
Sem resultados
Ver todos os resultados
CBS BRASIL - CBS NEWS
  • ECONOMIA
  • ENTRETENIMENTO
  • ESPORTES
  • LIFESTYLE
  • MUNDO
  • POLÍTICA
  • SAÚDE
  • TECNOLOGIA
Sem resultados
Ver todos os resultados
CBS BRASIL - CBS NEWS
Sem resultados
Ver todos os resultados
Home ECONOMIA

Governo Lula prevê alta nas receitas e libera R$ 20,6 bilhões do Orçamento de 2025

25/09/2025
Em ECONOMIA
Governo Lula prevê alta nas receitas e libera R$ 20,6 bilhões do Orçamento de 2025 - img

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta terça-feira (22) a liberação de R$ 20,6 bilhões do Orçamento que estavam congelados para cumprir regras fiscais. A decisão foi possível porque houve melhora nas expectativas de arrecadação em 2025.

A medida dará alívio aos ministérios, que poderão executar uma parcela maior de investimentos e despesas de custeio administrativo, e também vai destravar uma parte das emendas parlamentares, verbas usadas pelos congressistas para bancar ações em seus redutos eleitorais.

Em maio, a equipe econômica precisou fazer uma contenção de R$ 31,3 bilhões em despesas. Desse valor, R$ 10,6 bilhões foram bloqueados para compensar o aumento de outros gastos obrigatórios, como benefícios previdenciários, e cumprir o limite do arcabouço fiscal.

Outros R$ 20,7 bilhões foram contingenciados na ocasião, com o objetivo de contrabalançar a expectativa de frustração nas receitas e assegurar o alcance da meta fiscal. A equipe econômica tem como alvo um déficit zero, mas a margem de tolerância permite um resultado negativo de até R$ 31 bilhões neste ano.

O relatório de avaliação de receitas e despesas do 3º bimestre mostra que o governo conseguiu reverter todo o contingenciamento, com a liberação de R$ 20,7 bilhões. No entanto, a equipe econômica precisou fazer um bloqueio adicional de R$ 0,1 bilhão. Por isso, o efeito líquido é de R$ 20,6 bilhões -esse é o valor que ficará efetivamente disponível aos ministérios e parlamentares.

Apesar da possibilidade de liberar recursos do Orçamento, o governo ainda prevê encerrar o ano com déficit nas contas. O resultado contabilizado para a meta fiscal deve ficar negativo em R$ 26,3 bilhões.

Além disso, a legislação ainda autoriza o pagamento de R$ 48,6 bilhões em precatórios (sentenças judiciais) fora dos limites do arcabouço fiscal e da meta de primário. Com isso, o rombo total neste ano deve ficar em R$ 74,9 bilhões, contribuindo para elevar a dívida pública do país.

“O contingenciamento pode ser usado enquanto existe perspectiva de não se atingir a meta de resultado primário, e a meta, conforme a LRF [Lei de Responsabilidade Fiscal] e a lei complementar 200 [arcabouço fiscal], é considerada cumprida no limite inferior da meta. Por isso, houve um descontingenciamento total”, disse o secretário do Orçamento Federal do Ministério do Planejamento, Clayton Montes, em entrevista coletiva para detalhar os números.

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, disse que, embora o governo seja “juridicamente” obrigado a perseguir o limite inferior da meta, a equipe econômica vai adotar medidas administrativas para tentar alcançar o déficit zero.

“Vamos garanti or cumprimento das metas com gestão tanto orçamentária quanto financeira até o fim do ano. Ainda que juridicamente a gente esteja obrigado a fazer contingenciamento no limite da banda, com medidas de gerenciamento vamos buscar o centro da meta. Há mecanismos administrativos”, afirmou.

Uma dessas ferramentas deve ser o chamado faseamento, uma espécie de contenção preventiva dos limites de gastos para os ministérios, com liberação gradual até o fim do ano. “Esse é um instrumento de proteção para garantir o cumprimento da meta no final de 2025”, disse o secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Gustavo Guimarães.

Uma das principais fontes de arrecadação extra inseridas no relatório é o leilão de excedentes de petróleo da União em áreas do pré-sal. A lei que autoriza a venda desses volumes foi sancionada por Lula em 14 de julho. Segundo o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, o leilão deve render uma receita adicional de R$ 14,8 bilhões. Houve ainda um incremento de R$ 3,4 bilhões na previsão de arrecadação com o aumento de produção nos campos de petróleo.

O governo também conseguiu manter cerca de R$ 10 bilhões em receitas com o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), graças à decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de validar o decreto de Lula, com exceção da medida que taxava o risco sacado (operação em que o fornecedor recebe à vista de uma instituição financeira, e comprador quita a dívida em prazo mais longo). Desse valor, R$ 8,4 bilhões serão recolhidos entre julho e dezembro.

Em maio, o governo havia incluído uma previsão de R$ 20,5 bilhões em receitas com o decreto original do IOF, reduzida no mesmo dia para R$ 18,6 bilhões devido à necessidade de recuo em uma das medidas. Depois, o decreto teve o alcance reduzido ainda mais, na tentativa de reduzir as resistências do Congresso Nacional, mas o valor que conta para o Orçamento não havia sido revisado -o que foi feito agora, descontando o risco sacado e também a perda com o período em que o aumento do IOF ficou suspenso.

Do lado das despesas, a principal fonte de pressão foi o BPC (Benefício de Prestação Continuada), pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda. A previsão de gastos com a política subiu R$ 2,9 bilhões. No entanto, o valor foi compensado por uma redução de R$ 2 bilhões nas despesas com pessoal e de R$ 0,8 bilhão em subsídios.

A previsão de gastos com benefícios previdenciários, por sua vez, ficou praticamente inalterada em R$ 1,032 trilhão, com um aumento de apenas R$ 0,4 bilhão em relação ao segundo bimestre.

ENTENDA A DIFERENÇA ENTRE BLOQUEIO E CONTINGENCIAMENTO

O novo arcabouço fiscal determina que o governo observe duas regras: um limite de gastos e uma meta de resultado primário (verificada a partir da diferença entre receitas e despesas, descontado o serviço da dívida pública).

Ao longo do ano, conforme mudam as projeções para atividade econômica, inflação ou as próprias necessidades dos ministérios para honrar despesas obrigatórias, o governo pode precisar fazer ajustes para garantir o cumprimento das duas regras.

Se o cenário é de aumento das despesas obrigatórias, é necessário fazer um bloqueio.

Se as estimativas apontam uma perda de arrecadação, o instrumento adequado é o contingenciamento.

COMO FUNCIONA O BLOQUEIO

O governo segue um limite de despesas, distribuído entre gastos obrigatórios (benefícios previdenciários, salários do funcionalismo, pisos de saúde e educação) e discricionários (investimentos e custeio de atividades administrativas).

Quando a projeção de uma despesa obrigatória sobe, o governo precisa fazer um bloqueio equivalente nas discricionárias para honrar todas as obrigações sem descumprir o limite global de gastos.

COMO FUNCIONA O CONTINGENCIAMENTO

O governo segue uma meta fiscal, que mostra se há compromisso de arrecadar mais do que gastar (superávit) ou previsão de que as despesas superem as receitas (déficit). Neste ano, o governo estipulou uma meta zero, que pressupõe equilíbrio entre receitas e despesas, com margem de tolerância de 0,25% do PIB para mais ou menos.

Como a despesa não pode subir para além do limite, o principal risco ao cumprimento da meta vem das flutuações na arrecadação. Se as projeções indicam uma receita menos pujante, o governo pode repor o valor com outras medidas (desde que tecnicamente fundamentadas) ou efetuar um contingenciamento sobre as despesas.

PODE HAVER SITUAÇÃO DE BLOQUEIO E CONTINGENCIAMENTO JUNTOS?

Sim. É possível que, numa situação de piora da arrecadação e alta nas despesas obrigatórias, o governo precise aplicar tanto o bloqueio quanto o contingenciamento. Nesse caso, o impacto sobre as despesas discricionárias é a soma dos dois valores.

Governo Lula prevê alta nas receitas e libera R$ 20,6 bilhões do Orçamento de 2025

ADVERTISEMENT
Anterior

OMS acusa Israel de atacar armazém em Gaza e prender funcionários

Próximo

Não esperem milagres, diz Rússia sobre reunião de negociação com Ucrânia

LEIA MAIS

Brasil fecha 2025 com aumento de 5% no estoque de empregos - img

Brasil fecha 2025 com aumento de 5% no estoque de empregos

As informações constam da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) divulgada nesta quarta-feira (13) pelo Ministério do Trabalho e Emprego...

Dólar supera R$ 5 e bolsa cai quase 2% em dia de turbulência - img

Dólar supera R$ 5 e bolsa cai quase 2% em dia de turbulência

Mercado reage a reportagem sobre Flávio Bolsonaro e Vorcaro; banqueiro teria pago R$ 61 milhões para filme do ex-presidente Jair...

Governo fará ajuste para proibir bets no Desenrola Fies - img

Governo fará ajuste para proibir bets no Desenrola Fies

O Desenrola 2.0 é a nova etapa do programa criado pelo governo federal para estimular acordos de renegociação de dívidas...

Governo cria subsídio de até R$ 0,89 para segurar preço da gasolina - img

Governo cria subsídio de até R$ 0,89 para segurar preço da gasolina

Governo também enviou ao Congresso um projeto para permitir que receitas extras obtidas com petróleo sejam usadas para reduzir tributos...

Próximo
Não esperem milagres, diz Rússia sobre reunião de negociação com Ucrânia - img

Não esperem milagres, diz Rússia sobre reunião de negociação com Ucrânia

CBS BRASIL

contato@cbsbrasil.com

  • ECONOMIA
  • ENTRETENIMENTO
  • ESPORTES
  • LIFESTYLE
  • MUNDO
  • POLÍTICA
  • SAÚDE
  • TECNOLOGIA

© 2025 CBS BRASIL - contato@cbsbrasil.com

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • ECONOMIA
  • ENTRETENIMENTO
  • ESPORTES
  • LIFESTYLE
  • MUNDO
  • POLÍTICA
  • SAÚDE
  • TECNOLOGIA

© 2025 CBS BRASIL - contato@cbsbrasil.com