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O que é câncer linfático, doença que acomete Eduardo Suplicy? Veja sintomas e formas de tratar

06/02/2025
Em LIFESTYLE
O que é câncer linfático, doença que acomete Eduardo Suplicy? Veja sintomas e formas de tratar - img

O deputado estadual Eduardo Suplicy (PT-SP), de 83 anos, revelou nesta segunda-feira, 28, que está em tratamento contra um linfoma não Hodgkin, diagnosticado em julho deste ano. Esse tipo de doença afeta os vasos e gânglios do sistema linfático, que é responsável pela defesa do corpo humano, ou seja, o sistema imunológico.

O político contou que está realizando imunoquimioterapia, que combina medicamentos tradicionais com drogas que estimulam o sistema imunológico. Por conta do sistema imunológico fragilizado, ele fechou a agenda pública durante o tratamento.

Felizmente meus exames já apresentam bons resultados.(…) Agradeço o apoio, às orações e as energias positivas para que eu possa me recuperar o mais breve possível”, publicou, no Instagram.

Diferenças entre linfoma de Hodgkin e não Hodgkin

Os linfomas são classificados em subgrupos: os Hodgkin e não Hodgkin. Conforme Philip Bachour, hematologista do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, embora os nomes sejam parecidos, falamos de quadros distintos. É como comparar uma bicicleta com um caminhão. São meios de transporte, mas completamente diferentes”, explica.

Uma dessas particularidades tem a ver com a idade dos pacientes. “O linfoma de Hodgkin, de maneira mais geral, acomete pessoas entre 20 e 40, enquanto o não Hodgkin acontece frequentemente em indivíduos de mais idade, a partir de 60 e 70 anos”, explica.

Incidência

Entre os linfomas do tipo não Hodgkin, há cerca de 60 subtipos. Alguns até podem acometer crianças, mas se tornam mais frequentes à medida que as pessoas envelhecem.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima cerca de 12 mil novos casos por ano, sendo que a doença afeta mais homens do que mulheres. A cada ano, o órgão estima que ocorram 4,4 mil óbitos devido a essa neoplasia.

Esse tipo de câncer não é considerado tão comum, porém, o crescimento na incidência tem chamado a atenção: o Inca aponta que os diagnósticos duplicaram nos últimos 25 anos, principalmente entre pessoas com mais de 60 anos. As razões para esse aumento ainda são desconhecidas.

Prevenção

O especialista ensina que a neoplasia de Suplicy é idiopática, ou seja, não tem causas totalmente conhecidas. Por isso, não existem formas de prevenção específicas para o linfoma não Hodgkin, além das recomendações gerais de estilo de vida saudável (incentivadas para reduzir o risco de outros tipos de câncer), como manter uma alimentação equilibrada e praticar exercícios regularmente.

O Inca indica evitar exposições a materiais químicos, como agrotóxicos, benzeno, solventes orgânicos, radiação ionizante e ultravioleta.

Sintomas

Suplicy ressaltou que descobriu a doença na fase inicial, o que aumenta a chance de cura. Entre os sintomas iniciais mais comuns estão o inchaço dos gânglios, espécie de nódulo do sistema de defesa, responsável por “filtrar” substâncias que podem fazer mal ao organismo.

“Temos gânglios por todo o corpo. Em geral, os lugares mais fáceis de perceber esses nódulos são virilha, pescoço e axila”, descreve o médico.

Também podem ocorrer, especialmente em estágios mais avançados, febre intensa (principalmente à tarde), suor excessivo (comum no período da noite), cansaço e perda de peso sem motivo aparente. Um sintoma menos comum é a anemia.

Tratamento

Segundo Bachour, a retirada do gânglio inchado por meio de cirurgia não costuma representar a cura, pois é praticamente impossível que o câncer esteja apenas ali. Ainda assim, o primeiro passo costuma ser essa extração para, com uma biópsia, confirmar o diagnóstico e classificar o linfoma.

Eles são divididos em indolente, com crescimento relativamente lento; ou agressivo, de alto grau e desenvolvimento rápido. “Há linfomas indolentes que nem tratamos em um primeiro momento. Esperamos os sintomas surgirem, porque são bastante lentos, e tratar antecipadamente não fará diferença”, detalha o médico.

Entre os tipos agressivos, o mais comum é o linfoma difuso de grandes células. Apesar de ter um aspecto mais agressivo e precisar ser tratado de forma rápida, a chance média de cura é maior que 60%, a depender do caso”, comenta.

O tratamento, nos dois casos, costuma ser feito com quimioterapia ou radioterapia associados a outros remédios.

Risco de outras doenças

Por se tratar de uma doença que afeta o sistema imunológico, é altamente aconselhado a pacientes com linfomas que evitem contato com outras pessoas. Afinal, uma gripe relativamente comum pode se tornar uma verdadeira batalha para alguém já debilitado. Caso o paciente enfrente outras condições de saúde, pode ser necessário interromper o tratamento para o linfoma até sua plena recuperação.

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