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Preços de arroz e feijão acumulam queda de dois dígitos com safra maior no Brasil

29/09/2025
Em ECONOMIA
Preços de arroz e feijão acumulam queda de dois dígitos com safra maior no Brasil - img

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Embora os alimentos ainda pressionem de modo geral o bolso do consumidor, a tradicional dupla arroz e feijão ficou mais barata no Brasil no acumulado dos últimos 12 meses, com quedas de preços que chegaram a dois dígitos.

É o que apontam os dados do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), o indicador oficial de inflação do país, calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

De acordo com analistas, a redução está associada principalmente à elevação da oferta dos produtos com safras maiores. Mudanças no perfil de consumo da população também teriam gerado impacto nos preços.

No caso do arroz, a queda acumulada foi de 12,07% nos 12 meses até maio, segundo o IPCA. O grão engatou uma sequência de oito recuos consecutivos no recorte mensal, desde outubro do ano passado.

Entre os quatro tipos de feijão pesquisados no IPCA, o preto acumulou a maior baixa nos 12 meses até maio, de 23,01%. O carioca, o mais consumido no Brasil, teve a segunda queda mais intensa, de 13,17%.

Ainda houve reduções nos preços do fradinho, de 7,23%, e do mulatinho, de 4,25%. Essas duas variedades de feijão pesam menos na composição do IPCA.

O principal fator [para a queda dos preços] é a oferta maior que a demanda”, afirma o consultor Evandro Oliveira, especialista nos mercados de arroz e feijão da consultoria Safras & Mercado.

Apesar dos ganhos de renda com a melhora do mercado de trabalho, a venda da dupla tem sido freada no varejo por uma série de fatores nos últimos anos, segundo o consultor.

Nesse sentido, ele cita, por exemplo, mudanças no perfil de consumo de uma parcela da população que alterou a sua dieta ou que optou por refeições prontas, dentro ou fora de casa, em vez de investir tempo na cozinha.

Outra questão importante, aponta o consultor, é a febre das bets, as plataformas de apostas que abocanharam uma parcela do orçamento das famílias, incluindo as de baixa renda. Esse possível impacto nas vendas de arroz e feijão também já foi sinalizado por outros analistas.

O Rio Grande do Sul, que se recupera das enchentes históricas de 2024, é o principal produtor de arroz do Brasil, enquanto o Paraná se destaca no cultivo de feijão.

Segundo a estimativa mais recente do IBGE, divulgada na quinta (12), a produção de arroz deve registrar crescimento de 15,9% no Brasil em 2025, na comparação com 2024.

O feijão, por sua vez, tem três safras no ano. Para a primeira colheita, que tradicionalmente se encerra no primeiro trimestre, o IBGE indicou alta de 28,4%.

Para a segunda safra, em andamento, a previsão é de baixa de 9,9% e, para a terceira, de avanço de 3,4%. No acumulado de 2025, o instituto projeta crescimento de 4,6% para a produção de feijão.

O economista Fábio Romão, da consultoria LCA 4intelligence, também avalia que as safras maiores ajudam a levar os preços para baixo, especialmente no caso do arroz.

Segundo ele, é esperado que a área plantada de uma cultura aumente após a alta consistente de preços em anos anteriores. “Isso está acontecendo com o arroz”, diz.

No IPCA, o produto acumulou altas de 5,98% em 2022, de 24,54% de 2023 e de 8,24% em 2024. O IBGE aponta crescimento de 11,3% na área em 2025.

Além da safra, Romão também destaca os eventuais impactos de mudanças no padrão de consumo, especialmente no caso do feijão.

Nesse sentido, ele diz que pesquisas já indicaram uma redução da presença do item no prato do brasileiro na comparação com períodos passados. Um levantamento que apontou isso foi a POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares), do IBGE, relativa a 2017 e 2018.

Com as quedas de preços em 12 meses, o arroz e o feijão destoaram do comportamento da alimentação no domicílio como um todo, que acumulou acumulou alta de 7,19% até maio, segundo o IPCA.

O café moído foi o produto com a maior disparada: 82,24%. As carnes, por sua vez, acumularam inflação de 23,48%.

A carestia dos alimentos é motivo de preocupação para o governo Lula (PT). A situação afeta sobretudo as famílias mais pobres e é apontada como uma das principais razões para a queda na aprovação do presidente no começo de 2025.
Romão projeta recuo de 13,7% para os preços do arroz no acumulado de 2025 no IPCA. Para o feijão, a previsão é de baixa de 4%, considerando um cálculo agregado dos quatro tipos do produto pesquisados no índice.

Na cidade de São Paulo, o pacote de um 1 kg de feijão carioca custou R$ 6,48, em média, em abril deste ano, segundo levantamento do Procon-SP em convênio com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Houve queda de 17,87% em relação a igual mês do ano passado (R$ 7,89).

Já o pacote de 5 kg de arroz saiu por R$ 26,48 em abril de 2025, também em média, na cidade. O valor recuou 7,83% ante igual mês de 2024 (R$ 28,73).

A cesta básica de alimentação na capital paulista, por outro lado, aumentou 12,36% no período, de acordo com a mesma pesquisa do Procon-SP.

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