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Trump abre nova frente contra Brasil, Brics e até aliados

15/09/2025
Em ECONOMIA
Trump abre nova frente contra Brasil, Brics e até aliados - img

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A nova frente aberta na guerra tarifária de Donald Trump, com o ultimato feito a Vladimir Putin para encerrar a Guerra da Ucrânia, atinge diretamente o Brasil, seus parceiros do Brics e até mesmo aliados europeus dos Estados Unidos.

Na segunda (14), o presidente americano disse que o russo deveria promover uma trégua com Kiev em até 50 dias. Depois disso, seria taxado em 100% no comércio bilateral, algo apenas simbólico dado o volume irrisório da relação, assim como países compradores do petróleo russo.

Foi uma ameaça apresentada sem nenhuma fundamentação técnica para saber exatamente com funcionariam essas sanções secundárias, mas o potencial disruptivo da medida é grande e seu componente político, explosivo.
Começando pelo Brasil, que já está na mira do americano por motivos alheios à ordem econômica, dado que os Estados Unidos têm superávit na relação bilateral.

Trump anunciou um tarifaço sobre importações brasileiras de 50% a partir de agosto, justificado pelo que chamou de caças às bruxas a Jair Bolsonaro (PL). Se não houver um acordo até lá, o governo Lula (PT) anunciou que adotará taxas recíprocas.

Esse cenário já complicava o mercado de combustíveis brasileiros porque 23% do óleo diesel importado pelo país vem dos EUA. Se a ameaça contra a Rússia for levada a cabo, pode haver impacto sobre os 60% do produto que o Brasil compra, justamente do país de Vladimir Putin.

Segundo dados compilados pelo Centro de Pesquisa em Energia e Ar Limpo, de Helsinque, em junho 12% do diesel russo foi exportado para o Brasil -onde grandes empresas listadas em Bolsa evitam fazer a aquisição direta, temendo sanções secundárias para quem faz transações com os russos, punidos desde que invadiram a Ucrânia em 2022.

O Brasil comprou, segundo o centro, o equivalente a R$ 2,8 bilhões em diesel russo só no mês de junho.

Outros 13% foram para a maior aliada de Moscou, a China. Os três países são, ao lado da Índia, sócios-fundadores do Brics, bloco que foi ameaçado de taxação por Trump pela defesa da desdolarização do comércio internacional feita por Lula durante a cúpula realizada há duas semanas no Rio.

Mas o maior impacto no campo do diesel ocorreria contra um aliado dos EUA na aliança militar Otan, a Turquia. O país do presidente Recep Tayyip Erdogan, que chegou a ser convidado para ser parceiro do Brics mas não topou, compra 26% do derivado vendido pela Rússia -com quem mantém, apesar de apoiar a Ucrânia, uma forte relação energética.

Já quando o assunto é petróleo cru, China e Índia entram na mira de Trump. Pequim compra 47% do produto exportado pelos russos, enquanto Nova Déli leva 38%. Ambos os países aumentaram exponencialmente seu comércio com Moscou devido às sanções ocidentais.

Desde dezembro de 2022, a União Europeia baniu a maior parte das compras de petróleo da Rússia. Ainda assim, 6% de tudo o que é vendido ainda vai ao continente, a outros membros da Otan como Hungria e Eslováquia, que conseguiram acordos de exceção no bloco. Novamente, a Turquia aparece no grupo, sendo destino de outros 6% exportados.

A situação foi abordada até pelo secretário-geral da aliança militar Otan, Mark Rutte, que citou Índia, China e Brasil como países que serão afetados em caso de sanções.

“Meu encorajamento a esses três países é… vocês devem querer dar uma olhada no assunto, porque isso vai atingi-los muito duramente. Por favor, façam uma ligação a Putin e digam para ele levar a sério as conversas de paz”, afirmou.

As sanções prometidas por Trump em seu ultimato, que foi recebido com frieza em Moscou, não abarcam o mercado de gás russo. Antes da guerra, a Europa dependia do produto, objeto de crítica do americano durante seu primeiro mandato (2017-2021).

A dependência foi bastante reduzida, principalmente pela introdução de gás natural liquefeito comprado de países com os Emirados Árabes Unidos, mas não despareceu. Em junho, 37% do gás vendido por meio de dutos pela Rússia e 51% do volume exportado de gás liquefeito foram para países europeus.

A China ficou com 21% do produto liquefeito e 30%, do exportado por gasodutos. O terceiro lugar fica com o Japão (18%) e com a Turquia (27%), respectivamente.

Embora a diversificação de destinos de sua produção energética, principalmente o petróleo para China e Índia, tenham mantido a economia russa respirando ante as draconianas sanções que lhe foram impostas, a situação não é simples.

Antes da guerra, o país vendia o equivalente a R$ 6,5 bilhões todos os dias em commodities energéticas, incluindo também o carvão. Em junho, segundo o centro finlandês, a média diária caiu a R$ 3,9 bilhões.

É, por óbvio, muito e ajuda a fomentar o aumento do gasto militar para a casa dos 7% do Produto Interno Bruto, mas analistas dizem que o movimento não é mais sustentável.

No recente Fórum Econômico de São Petersburgo, o ministro Maxim Rechetnikov (Desenvolvimento Econômico) disse que “estamos à beira de uma recessão” devido ao esgotamento do modelo de uma economia baseada na indução da indústria militar.

Sem acesso a crédito externo fácil, os russos enfrentam o risco de uma estagflação, com crescentes déficits públicos, uma alta anual de preços na casa dos 10% e taxas de juros de 20%. As reservas do fundo soberano de commodities do país, disse o ministro, “acabaram”.

Com isso, observadores da cena política em Moscou ouvidos pela reportagem acreditam que alguma acomodação com Trump será necessária, depois de o republicano demonstrar boa vontade com Putin. Se isso ocorrerá em tempo de evitar o espraiamento colateral da crise para Brasil e outros, o tempo dirá.

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